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Mundo · 4 min de leitura

Acampamentos por moradia se espalham por Portugal após alta de 41,5% no custo da habitação

Protestos começaram no Porto e chegaram ao Rossio, em Lisboa, onde a Justiça autorizou a ocupação até 24 de novembro.

Por que importa

  • Portugal teve a maior alta no custo da habitação da União Europeia entre 2020 e 2025.
  • Em Lisboa, o aluguel médio equivale a 116% do salário médio, segundo estudo citado pela Agência Brasil.

Contexto

Os protestos começaram há cerca de três semanas, com tendas montadas em uma praça do Porto.

A alta no custo de vida, sobretudo dos aluguéis e dos imóveis à venda, levou a uma onda de protestos em Portugal. Os manifestantes passaram a montar acampamentos em praças, as chamadas "acampadas". O movimento começou no Porto e, dias depois, chegou à Praça do Rossio, em Lisboa.

A polícia fez operações para desmontar as tendas, alegando ocupação ilegal de espaço público, e há relatos de manifestantes feridos divulgados nas redes e por parlamentares. Os acampamentos foram remontados. No último fim de semana, o Tribunal Administrativo de Lisboa autorizou a permanência no Rossio até 24 de novembro. Comerciantes temem impactos nas vendas e no mercado de Natal previsto para o local a partir de 14 de novembro.

Os números da moradia

Segundo o portal Pordata, o custo da habitação em Portugal subiu 41,5% entre 2020 e 2025, a maior alta da União Europeia, cuja média foi de 3,2%. A Grécia veio em seguida, com 37,8%. Um estudo citado pela Agência Brasil apontou que o aluguel médio em Lisboa equivale a 116% do salário médio local, a única entre 22 cidades pesquisadas onde a renda média não cobre o aluguel.

Fontes

  1. Agência Brasil: Manifestantes ocupam praças em Portugal por direito à moradia
  2. Pordata