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América Latina · 3 min de leitura

Congresso democrata pode frear política de intervenção dos EUA na América Latina, dizem analistas

Nova maioria terá poder sobre gastos no exterior e investigações; especialistas veem efeito também na negociação de tarifas com o Brasil.

Por que importa

  • O Congresso controla a autorização de gastos com ações no exterior.
  • A política externa de Trump para a região inclui o Escudo das Américas e a intervenção na Venezuela.

Contexto

Os democratas conquistaram maioria na Câmara e no Senado dos EUA nas eleições de terça-feira (3). Os eleitos tomam posse em janeiro.

A perda da maioria republicana nas duas Casas do Congresso dos Estados Unidos pode limitar a política de intervenções do governo Donald Trump na América Latina e estimular um acordo com o Brasil sobre tarifas comerciais, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

A professora de Relações Internacionais Camila Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), avalia que um Congresso de maioria democrata deve impor limites ao Executivo, como na autorização de gastos para ações no exterior e na abertura de investigações. Para ela, isso tende a reduzir recursos e ênfase para iniciativas como o Escudo das Américas.

A política em questão

A política externa de Trump defende a proeminência dos EUA na região e medidas para conter a influência econômica da China. Segundo a reportagem, ela incluiu a invasão da Venezuela, com a captura do presidente Nicolás Maduro em janeiro de 2026, e um acordo de petróleo com Caracas.

O Escudo das Américas, criado sob a justificativa de combater cartéis, é apontado por críticos como instrumento de interferência. Na Bolívia, ele foi usado para prender o procurador-geral Roger Mariaca, sob acusação de colaboração com o narcotráfico.

Fontes

  1. Agência Brasil: Derrota de Trump pode frear política de intervenções na América Latina